Em 12 de Junho de 2019 às 17:00

Assembleia geral d*s estudantes de computação, 12 de Junho de 2019

Assembleia não deliberativa, dentre 121 pessoas presentes, haviam 121 membros do CACo presentes, sendo que a lista de membros (excluindo quem já não faz parte da graduação ou pós-graduação de computação) possui 525 pessoas. Não foi batido o quórum em segunda chamada com 23% dos membros do CACo presentes dos 33,3% dos membros do CACo presentes que são necessários.

 

Informes:

  • Desde terça-feira passada a pedagogia está em greve para auxiliar nas atividades e organização de assembleias de outros cursos.

  • Vários cursos da Unicamp já possuem paralisação agendada ou já estão em greve.

  • Técnicos e administrativos estão em greve pois não há reajustes há muitos anos. É importante prestar solidariedade aos funcionários da Unicamp.

 

Pauta:

  • Adesão à greve do dia 14 de junho
    Mais uma data de mobilização após 15 e 30 de maio, com imensa mobilização em diversas cidades. Há muitos sindicatos tentando negociar com o governo para uma proposta menos agressiva quanto a reforma da previdência, o que fez com que greves agendadas não ocorressem em 2016.
    Com o corte de bolsas do CAPES e trancamento do repasse às universidades, há o risco da falta d’água e energia elétrica, o governo quer fazer um ultimato com a reforma da previdência. Isso dá importância à aderência de 14 de junho.

 

Discussão:

  1. Não há nenhuma contra proposta da reforma da previdência, o que dificulta a argumentação com o governo.

    1. A reforma da previdência que a esquerda comentava há alguns anos era a favor do regime da solidariedade, mas no caso da reforma atual esse regime será tirado. É necessário pensar sobre os pontos ruins como as imensas regalias da elite militar e civil, mas não no regime que permite aposentados que possuem dificuldade.

    2. O regime de solidariedade é bom para quando o país tem mais trabalhadores do que aposentados, o que no caso do Brasil é um caso para ou ser repensada ou abolida, pois no país há mais gente que se usa do regime do que pessoas que pagam pela aposentadoria.

    3. A auditoria da dívida pública pode ser uma solução, pois é um grande consumo do que é arrecadado pelo Estado perto da previdência.

    4. Investindo em educação, há a valorização do trabalho que permite financiar a aposentadoria do futuro.

    5. A reforma ataca basicamente as minorias, aumenta o tempo mínimo de contribuição, entre outros. A data é muito importante para que a reforma não possa ser aprovada até o meio do ano. A situação do governo é bastante fragilizado. É importante que o IC par, assim como os outros institutos.

    6. Foi realizado uma atividade no PB há um tempo, as pessoas que participaram gostaram do evento, pelas dúvidas que tinham em relação às pautas das greves que estão ocorrendo recentemente. Parte do dinheiro que vem do INSS é usado para pagar parte da dívida pública 

    7. A luta pela reforma não está desvinculada à educação. Não podemos tirar os olhos como futuros trabalhadores o que pode ocorrer com a reforma da previdência. A reforma da previdência não veio do nada, é um projeto que visa privatizar a previdência. O Senado já concluiu que não há necessidade de uma reforma. Mais de 47% do nosso PIB vai para a dívida pública, o que é mais que o suficiente.

    8. As economias que mais crescem atualmente são os que investem em inovação; no caso do Brasil, a impressão é que ocorre justamente o contrário. Comparado aos outros países da América do Sul, há mais gastos com os trabalhadores.  

 

Votação:

  • Adesão à paralisação do dia 14: aprovado por contraste em caráter consultivo

  • Atividade de debate sobre a reforma com os professores do IC: aprovado por contraste em caráter consultivo

  • Atos:  aprovado por contraste em caráter consultivo

    • Ato 7h em frente ao DCE até o centro de Barão

    • Ato de paralisação dos professores 10h no Largo do Rosário

    • Apresentação às 16h no Largo do Rosário

    • Ato 17h do Largo do Rosário até o centro de Campinas


 

Propostas:

  1. CACo enviar e-mails aos professores para que liberem os alunos no dia da greve